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Entrevista a Frederico Figueiredo:

Entrevista a Frederico Figueiredo:

Entrevista

Frederico Figueiredo: «Vengo de Italia con la sensación de que allí hay un ciclismo de verdad» 

Por @helenadias_ (02/10/2013)

 

Con la conquista del Mundial de Ciclismo por el corredor portugués Rui Costa, se pudo sentir la pulsación lusa del momento histórico vivido por quien estuvo presente en Italia y también se destacó en la prueba de fondo en sub-23. En su primer Campeonato del Mundo, el joven de 22 años Frederico Figueiredo brilló al quedar solamente a 13 segundos de la medalla de oro, alcanzando el puesto 14º en Toscana.

 

¿Cómo viviste tu primer Mundial?

 

Fue una sensación que no me esperaba. Llegar allá, ver la cantidad de personas alrededor de nosotros y todo lo que hay detrás de ese evento... fue espectacular. Vengo de Italia con la sensación de que allí hay un ciclismo de verdad y en Portugal un ciclismo “más de broma”, entre comillas.

 

Has hecho una buena carrera. ¿Esperabas adaptarte tan bien?

 

El día anterior habíamos ido a ver el circuito y me dije a mi mismo que era un circuito que se adaptaba muy bien a mis características. Quería estar bien, mostrarme y acabó por salir todo bien. Con el paso de las vueltas, mi cuerpo me iba diciendo que sí, la cabeza también y, no fuera una quiebra física en la entrada de la última vuelta, siempre me sentí muy bien e incluso pensé en llegar a las medallas. Tal vez esto haya sido mi problema, pensé en eso y el cuerpo comenzó a temblar un poquito sintiendo aquella quiebra. Pero seguro que de los 25 corredores presentes en el primer grupo, todos pensaron en llegar a las medallas ¿y por qué no ser yo, uno de ellos?

 

No trajiste la medalla, ¿pero ves el 14º puesto en tu primer Mundial como un buen resultado?

 

Yo lo veo como un buen resultado, pero no quedé contento. Soy ambicioso, siempre quiero más y si me hubiera quedado en los primeros diez o cinco, para mí sería ‘oro sobre azul’, como decimos.

 

Y la victoria de Rui Costa, ¿cómo fue vivir in situ ese momento?

 

¡Un espectáculo! Estábamos en un box de otro país y sacamos a casi  todo el mundo de allí para poder ver a Rui. Yo no salí de cerca de la televisión mientras él no levantó los brazos. Después fue correr hacia la meta y tratar de ir en su dirección, pero nadie dejaba... era un montón de gente a querer felicitarlo. ¡Fue maravilloso!

 

 

¿Y toda esta controversia en torno a la no victoria española?

 

No queriendo ser muy patriótico, para mí fue merecido. Estamos aquí en un rincón del mundo y ellos se creen un poco superiores a nosotros y no es así. España es un país más grande, donde es fácil surgir un talento. Nosotros tenemos un país más pequeño y es mucho más difícil de sobresalir uno o dos talentos. Llevamos solamente tres ciclistas y ganamos. Fue como que ‘una respuesta en gran escala’ para todos los que piensan así. Incluso en sub-23, el Seleccionador me dijo al final de la carrera “fuiste el mejor ciclista ibérico, porque los españoles sólo a partir de los 60 hacia abajo”.

 

¿Qué esperas tras esta participación en el Mundial?

 

Espero tener una oportunidad a nivel internacional. Por las conversaciones que he tenido con el Seleccionador, fue una carrera donde logré darme a ver y ¿porqué no pensar en una oportunidad fuera del país?

 

Mencionaste al Seleccionador. ¿El papel de José Poeira al frente de la Selección Nacional viene siendo importante?

 

Creo que ha realizado un gran trabajo y la mentalidad de los ciclistas también ha cambiado mucho a lo largo de los años. Anteriormente, los corredores portugueses pensaban solamente en terminar las pruebas. Ahora, llegamos a una carrera  como esta y pensamos en estar en la pelea por los diez o cinco primeros puestos. O incluso ganar, como Rui ganó. Esto va demostrando que en Portugal tenemos grandes ciclistas, sólo tenemos que utilizar los mismos métodos de trabajo de fuera y tener las mismas condiciones para poder evolucionar. Estamos un poco más limitados en Portugal, por eso que todo el ciclista quiere inmigrar para poder tener mejores condiciones y un calendario superior al nuestro. 

 

 

 

Entrevista

Frederico Figueiredo: «Venho de Itália com a sensação que ali existe um ciclismo a sério»

 

Com a conquista do Mundial de Ciclismo por parte do corredor português Rui Costa, impôs-se sentir a pulsação lusa do momento histórico vivido por quem esteve presente em Itália e também se destacou na prova de fundo em sub-23. No seu primeiro Campeonato do Mundo, o jovem de 22 anos Frederico Figueiredo brilhou ao ficar somente a 13 segundos da medalha de ouro, alcançando o 14º lugar em Toscana.

 

Como viveste o teu primeiro Mundial?

 

Foi uma sensação que não estava à espera. Chegar lá, ver a quantidade de pessoas ao nosso redor e tudo o que está por trás daquele evento… foi espectacular. Venho de Itália com a sensação que ali existe um ciclismo a sério e em Portugal um ciclismo “mais a brincar”, entre aspas.

 

Fizeste uma boa corrida. Estavas à espera de te adaptar tão bem?

 

No dia anterior tínhamos ido ver o circuito e eu disse a mim próprio que era um circuito que se adaptava muito bem às minhas características. Queria estar bem, mostrar-me e acabou por correr bem. Com o passar das voltas, o meu corpo ia dizendo que sim, a cabeça também e, tirando uma quebra física na entrada para a última volta, senti-me sempre muito bem e ainda pensei em chegar às medalhas. Se calhar foi esse o meu problema, pensei nisso e o corpo começou a tremer um bocadinho sentindo aquela quebra. Mas certamente que dos 25 corredores presentes no primeiro grupo, todos pensaram em chegar às medalhas e porque não ser eu um deles?

 

Não trouxeste medalha, mas vês o 14º lugar no teu primeiro Mundial como um bom resultado?

 

Vejo como um bom resultado, mas não fiquei contente. Sou ambicioso, quero sempre mais e se pudesse ter ficado nos primeiros dez ou cinco, para mim teria sido ‘ouro sobre azul’, como costumamos dizer.

 

E a vitória do Rui Costa, como foi viver in loco esse momento?

 

Um espectáculo! Estávamos numa box de outro país e arrumámos quase toda a gente de lá para podermos ver o Rui. Eu não saí de perto da televisão enquanto ele não levantou os braços. Depois foi correr para a meta e tentar ir na sua direcção, mas ninguém deixava… era muita gente a querer felicitá-lo. Foi maravilhoso!

 

E toda esta controvérsia à volta da não vitória espanhola?

 

Não querendo ser muito patriota, para mim é bem feito. Nós estamos aqui no cantinho do mundo e eles pensam um pouco que são superiores a nós e não é assim. Espanha é um país maior, onde é mais fácil surgir um talento. Nós temos um país mais pequeno e é muito mais difícil sobressair um ou dois talentos. Levámos apenas três ciclistas e ganhámos. Foi uma bofetada de luva branca para toda a gente que pensa assim. Mesmo em sub-23, o Seleccionador disse-me no final da corrida “tu foste o melhor ciclista ibérico, porque os espanhóis só a partir dos 60 para baixo”.

 

O que esperas após esta participação no Mundial?

 

Espero poder ter uma oportunidade a nível internacional. Pelas conversas que tenho tido com o Seleccionador, foi uma corrida onde me consegui mostrar e porque não pensar numa oportunidade lá fora?

 

Referiste o Seleccionador. O papel de José Poeira à frente da Selecção Nacional tem sido importante?

 

Penso que tem realizado um grande trabalho e a mentalidade dos ciclistas também mudou muito ao longo dos anos. Antigamente, os corredores portugueses pensavam apenas em terminar as provas. Agora, chegamos a uma corrida destas e pensamos em estar na luta pelos dez ou cinco primeiros lugares. Ou até ganhar, como o Rui ganhou. Isto vai mostrando que em Portugal temos grandes ciclistas, apenas temos de utilizar os mesmos métodos de trabalho de lá de fora e ter as mesmas condições para poder evoluir. Estamos um pouco mais limitados em Portugal, daí todo o ciclista querer imigrar para poder ter melhores condições e um calendário superior ao nosso.

 

 

Fotos Facebook: UVP–Federação Portuguesa de Ciclismo; Frederico Figueiredo 

Helena Dias (Jefa de Redacción de Pedaleo)

(escreve em português de acordo com a antiga ortografia)

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