Productora de eventos deportivos y culturales

Pedaleo > Noticias > Otras fuentes de noticias > Noticias INTERNACIONALES > ¿Una Volta do Futuro a recordar?

¿Una Volta do Futuro a recordar?

¿Una Volta do Futuro a recordar?

¿Una Volta do Futuro a recordar?

Por: @helenadias_ [10/Septiembre/2012]

 

Durante cinco días y a lo largo de 594,5 kilómetros, 56 jóvenes han dado su mejor en las carreteras portuguesas por la 20ª edición de la Volta a Portugal do Futuro. Una Volta que no será recordada por muchos, pero ciertamente quedará en la historia de cada uno de los ciclistas que en ella participaron. Las victorias de las etapas de David Rodrigues, Leonel Coutinho, Marco Cunha y las dos de Rafael Silva, además de su maillot amarillo, quedarán escritas en su palmarés y poco más.

 

 

La prueba más importante de los Sub-23 pasó desapercibida del público en general y no por responsabilidad de los ciclistas. La disputa fue acérrima, tanto por las etapas como por el maillot amarillo. El terreno sinuoso y las altas temperaturas requirieron todo el espíritu de sacrificio de los jóvenes corredores, que se batieron por las metas volantes, los premios de montaña, las llegadas al sprint y incluso por recuperarse de las caídas. Fueron cinco jornadas de constantes fugas en un intento de llevar la frente de la carrera a una victoria. Y consecuentemente cinco jornadas de trabajo incansable en el pelotón para anularlas.

 

Imágenes sin duda imperdibles que los fans del ciclismo no tuvieron oportunidad de disfrutar, sino los cerca de dos minutos de los mejores momentos diarios de jornadas de horas condensadas en un relato de la salida, llegada y poco más. Las emociones vividas a lo largo de cada kilómetro pedaleado, las estrategias delineadas por los equipos y bien ejecutadas o no por sus pupilos en las carreteras, el trabajo de cada uno que compuso el pelotón en esta importante carrera, de aquellos que serán la cara del futuro de la modalidad... todo será recordado, todo va a estar en la memoria de muy pocos. Solamente quién vivió en la carretera y quién acompañó ‘in loco’ la carrera recordará la película por completo y no pequeñas escenas sin contexto. Se dice que el ciclismo es un deporte televisivo. En Portugal, el ciclismo es todo menos televisivo. Es un deporte cerrado, poco hablado, menos televisado y de escasa información. Los fans de las dos ruedas piden información, quieren ver y leer sobre sus héroes de las carreteras, pero ese relato no llega, incluso por los medios que deberían ser los primeros interesados en esta divulgación. Promover las carreras y sus protagonistas debería ser la palabra clave del ciclismo. Tal vez fuera el paso fundamental para cautivar a las empresas a patrocinar este deporte y cautivar el público a llenar de nuevo las calles para ver pasar el colorido pelotón.

 

 

 


 

Uma Volta do Futuro a recordar?

Por: @helenadias_ [10/Setembro/2012]

 

Durante cinco dias e ao longo de 594,5 quilómetros, 56 jovens deram o seu melhor nas estradas portuguesas pela 20ª edição da Volta a Portugal do Futuro. Uma Volta que não será recordada por muitos, mas certamente ficará na história de cada um dos ciclistas que nela participaram. As vitórias das etapas de David Rodrigues, Leonel Coutinho, Marco Cunha e duas de Rafael Silva, além da sua camisola amarela, ficarão escritas no seu palmarés e pouco mais.

 

A prova mais importante dos Sub-23 passou despercebida do público em geral e não por responsabilidade dos ciclistas. A disputa foi acérrima, tanto pelas etapas como pela camisola amarela. O terreno sinuoso e as altas temperaturas requereram todo o espírito de sacrifício dos jovens corredores, que se bateram pelas metas volantes, os prémios de montanha, as chegadas ao sprint e até por recuperar de quedas. Foram cinco jornadas de constantes fugas na tentativa de levar a frente da corrida a uma vitória. E consequentemente cinco jornadas de trabalho incansável no pelotão para as anular.

 

Imagens sem dúvida imperdíveis que os fãs do ciclismo não tiveram oportunidade de desfrutar, senão os cerca de dois minutos dos melhores momentos diários de jornadas de horas condensadas num relato da partida, chegada e pouco mais. As emoções vividas ao longo de cada quilómetro pedalado, as estratégias delineadas pelas equipas e bem executadas ou não pelos seus pupilos nas estradas, o trabalho de cada um que compôs o pelotão nesta importante corrida, daqueles que serão a cara do futuro da modalidade... tudo será recordado, tudo ficará na memória de muito poucos. Somente quem viveu na estrada e quem acompanhou ‘in loco’ a corrida recordará o filme por completo e não pequenas cenas sem contexto. Diz-se que o ciclismo é um desporto televisivo. Em Portugal, o ciclismo é tudo menos televisivo. É um desporto fechado, pouco falado, menos televisionado e de escassa informação. Os fãs das duas rodas pedem informação, querem ver e ler sobre os seus heróis das estradas, mas esse relato raramente chega, mesmo pelos meios que deveriam ser os primeiros interessados nessa divulgação. Promover as corridas e os seus protagonistas deveria ser a palavra-chave do ciclismo. Talvez fosse o passo fundamental para cativar as empresas a patrocinar este desporto e cativar o público a encher novamente as ruas para ver passar o colorido pelotão.

 

Traducción en portugués por

Helena Dias (Jefa de Redacción de www.pedaleo.com )

(escreve em português de acordo com a antiga ortografia)

Volver al índice - Noticias INTERNACIONALES