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FERRARI ACELERA POR LA VICTORIA

FERRARI ACELERA POR LA VICTORIA

GIRO D’ITALIA 2012


11ª ETAPA Assisi – Montecatini Terme (255 km) 16 Mayo

 

Ferrari acelera por la victoria!

 

Si pocos sabían quién era Roberto Ferrari (Androni-Giacattoli), después de este Giro de Italia nadie lo va a olvidar... que lo diga Mark Cavendish (Sky)! Hoy, Ferrari logró una victoria fácil al sprint, que marcará su palmarés como siendo la primera en la carrera italiana, pero que va a conseguir borrar la polémica generada en torno a la caída, al final de la tercera etapa, que él mismo ha causado.

 

Esta etapa partió de Assisi y fue dedicada a Gino Bartali (1914-2000), que nació cerca del lugar de llegada, Montecatani Terme, un pequeño pueblo llamado Ponte a Ema, donde podemos visitar el Museo del Ciclismo Gino Bartali, tres veces ganador del Giro de Italia (1936, 1937 y 1946). Quien también fue recordado a la llegada fue el gran (y polémico) ciclista Mario Cipollini, que hizo historia en 2003 al pasar la línea de meta en Montecatani en primero y con la camiseta de campeón del mundo, superando el récord de victorias de etapa en el Giro (perteneciente desde 1933 a Alfredo Binda).

 

En el día más largo de la 95ª edición del Giro, los ciclistas tuvieron que afrontar un recorrido de 255 km, en el que el equipo Euskaltel-Euskadi, que ha estado presente en diversas fugas, tomó una vez más la frente de la carrera con Adrian Saez. En esta fuga estuvo también Stefan Denifl (Vacansoleil), Manuele Boaro (SaxoBank), Mickael Delage (FDJ) y Olivier Kaisen (Lotto). Pero fue Boaro que trató de hacer la diferencia, faltando solamente 29 km para el final, consiguiendo hacer sólo el primero paso del día por la meta. Sin embargo, su aventura no tardaría en llegar a su fin, porque en el pelotón teníamos una Sky en fuerza y pedaleando a toda velocidad para el sprint de Cavendish.

 

Fue ya en la última subida (corto, por cierto) que Mirko Selvaggi (Vacansoleil) intentó atacar, pero el pelotón no dejó. Luego después, fue la vez de un trío italiano, con Giovanni Visconti (Movistar), Oscar Gatto (Farnese) y Damiano Caruso (Liquigas), pruebar su suerte con Angel Vicioso (Katusha), llegando incluso Roman Kreuziger (Astana) y Michele Scarponi (Lampre) a unirse a ellos. Pero el pelotón también no dejó. Aún hubo derecho a más un intento, a 2 km de la meta, por parte del ex campeón del mundo Alessandro Ballan (BMC), pero el pelotón una vez más... no dejó!

 

Después de casi siete horas a pedalear, el pelotón alcanzó el último km y a alta velocidad, con curvas de espera y la adrenalina al máximo. Resultado? Más una caída para la historia de las llegadas al sprint en este Giro! A la entrada de la última curva, Sacha Modolo (Colnago) estaba bien colocado delante del pelotón, listo con los demás sprinters para una lucha reñida. Sin embargo, y sin nada poder hacer, vio su bicicleta resbalar para una caída inevitable. Con el ritmo quebrado y el tren de Sky deshecho para Cavendish, llegó Tomás Vaitkus (Orica-GreenEdge) a camino de la línea de meta, pero no tan fuerte como Roberto Ferrari (Androni) que, estando la segunda vez en el Giro de Italia, no quiso dejar perderse la oportunidad de ganar una etapa. A los 29 años, ganó la victoria más importante de su carrera.

 

Así, el equipo Androni Giocattoli consiguió su segunda victoria en este Giro, después de ganar la 6ª etapa con Miguel Rubiano, y casi todo sigue igual entre los favoritos a la general. Joaquim Rodríguez (Katusha) defendió bien la maglia rosa. Ya Fränk Schleck (RadioShack-Nissan) tuvo otro mal día y, del 13º, cayó para el 23º puesto, estando ahora a más de dos minutos del líder!

 

Resultados:

1 Roberto Ferrari (Ita) Androni Giocattoli 6:49:05

2 Francesco Chicchi (Ita) Omega Pharma-Quickstep

3 Tomas Vaitkus (Ltu) Orica GreenEdge Cycling Team

4 Mark Cavendish (GBr) Sky Procycling

5 Manuel Belletti (Ita) AG2R La Mondiale

6 Giacomo Nizzolo (Ita) RadioShack-Nissan

7 Daniel Schorn (Aut) Team NetApp

8 Arnaud Demare (Fra) FDJ-Big Mat

9 Danilo Wyss (Swi) BMC Racing Team

10 Geoffrey Soupe (Fra) FDJ-Big Mat

43 Joaquim Rodriguez Oliver (Spa) Katusha Team

55 Michele Scarponi (Ita) Lampre – ISD

56 Roman Kreuziger (Cze) Astana Pro Team

71 Ivan Basso (Ita) Liquigas-Cannondale

95 Frank Schleck (Lux) RadioShack-Nissan 0:00:46

138 Nelson Oliveira (Por) RadioShack-Nissan 0:04:00

 

C.General:

1 Joaquim Rodriguez Oliver (Spa) Katusha Team 47:16:39

2 Ryder Hesjedal (Can) Garmin - Barracuda 0:00:17

3 Paolo Tiralongo (Ita) Astana Pro Team 0:00:32

4 Roman Kreuziger (Cze) Astana Pro Team 0:00:52

5 Benat Intxausti Elorriaga (Spa) Movistar Team

6 Ivan Basso (Ita) Liquigas-Cannondale 0:00:57

7 Damiano Caruso (Ita) Liquigas-Cannondale 0:01:02

8 Dario Cataldo (Ita) Omega Pharma-Quickstep 0:01:03

9 Eros Capecchi (Ita) Liquigas-Cannondale 0:01:09

10 Rigoberto Uran Uran (Col) Sky Procycling 0:01:10

11 Michele Scarponi (Ita) Lampre - ISD 0:01:11

23 Frank Schleck (Lux) RadioShack-Nissan 0:02:11

59 Nelson Oliveira (Por) RadioShack-Nissan 0:18:02

 

 

Traducción al portugués


GIRO D’ITALIA 2012

11ª ETAPA Assisi – Montecatini Terme (255 km) 16 Maio

 

Ferrari acelera para a vitória!

 

Se poucos sabiam quem era Roberto Ferrari (Androni-Giacattoli), depois deste Giro d’Itália ninguém mais o vai esquecer... que o diga Mark Cavendish (Sky)! Hoje, Ferrari conseguiu uma vitória fácil ao sprint, que vai marcar o seu palmarés como sendo a primeira na corrida italiana, mas que não vai conseguir apagar a polémica gerada à volta da queda, no final da terceira etapa, que o próprio causou.

 

Esta etapa partiu de Assisi e foi dedicada a Gino Bartali (1914-2000), que nasceu próximo do local da chegada, Montecatani Terme, numa pequena cidade de nome Ponte a Ema, onde podemos visitar o Museu do Ciclismo Gino Bartali, por três vezes vencedor do Giro d’Itália (1936, 1937 e 1946). Quem também foi recordado à chegada foi o grande (e controverso) ciclista Mario Cipollini, que fez história em 2003 ao passar a meta em Montecatani em primeiro lugar e envergando a camisola de Campeão do Mundo, superando o recorde de vitórias em etapas no Giro (pertencente desde 1933 a Alfredo Binda).

 

No dia mais longo da 95ª edição do Giro, os ciclistas tiveram de enfrentar um percurso de 255 km, no qual a equipa Euskaltel-Euskadi, que tem marcado presença em diversas fugas, tomou mais uma vez a frente da corrida com Adrian Saez. Nesta fuga esteve também Stefan Denifl (Vacansoleil), Manuele Boaro (SaxoBank), Mickael Delage (FDJ) e Olivier Kaisen (Lotto). Mas foi Boaro quem tentou fazer a diferença, a faltar apenas 29 km para o final, conseguindo fazer sozinho a primeira passagem do dia pela meta. No entanto, a sua aventura não tardaria a chegar ao fim, pois no pelotão tínhamos uma Sky em força e a pedalar a toda a velocidade para o sprint de Cavendish.

 

Foi já na última subida (curta, por sinal) que Mirko Selvaggi (Vacansoleil) tentou atacar, mas o pelotão não deixou. De seguida, foi a vez de um trio italiano, com Giovanni Visconti (Movistar), Oscar Gatto (Farnese) e Damiano Caruso (Liquigas), tentar a sua sorte com Angel Vicioso (Katusha), chegando mesmo Roman Kreuziger (Astana) e Michele Scarponi (Lampre) a juntar-se a eles. Mas o pelotão também não deixou. Ainda houve direito a mais uma tentativa, a 2 km da meta, por parte do ex-campeão do mundo Alessandro Ballan (BMC), mas o pelotão mais uma vez... não deixou!

 

Depois de quase sete horas a pedalar, o pelotão chegou ao último km compacto e a alta velocidade, com curvas à sua espera e a adrenalina no máximo. Resultado? Mais uma queda para a história das chegadas ao sprint neste Giro! À entrada da última curva, Sacha Modolo (Colnago) estava bem colocado à frente do pelotão, pronto com os demais sprinters para uma luta renhida. No entanto, e sem nada poder fazer, viu a sua bicicleta deslizar para uma queda inevitável. Com o ritmo quebrado e o comboio da Sky desfeito para Cavendish, surgiu Tomas Vaitkus (Orica-GreenEdge) a caminho da linha de meta, mas não tão forte como Roberto Ferrari (Androni) que, estando pela segunda vez no Giro d’Itália, não quis deixar escapar a oportunidade de vencer uma etapa. Aos 29 anos, conseguiu a vitória mais importante da sua carreira.

Assim, a equipa Androni Giocattoli conseguiu a sua segunda vitória neste Giro, depois de ganhar a 6ª etapa com Miguel Rubiano, e quase tudo continua igual entre os favoritos à geral. Joaquim Rodríguez (Katusha) defendeu bem a maglia rosa. Já Fränk Schleck (RadioShack-Nissan) teve mais um mau dia e, do 13º, desceu para o 23º lugar, estando agora a mais de dois minutos do líder!

 

escreve em português de acordo com a antiga ortografia

Helena Dias (Corresponsal en Lisboa para Pedaleo.com)

 

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